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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Os Mártires destes tempos





Os Mártires destes tempos

Será que podemos enquadrar a palavra Mártir nos acontecimentos que enlutaram Portugal?
Acredito que sim! Se há uns séculos o mártir colocava a sua fé acima da sua vida, hoje temos mártires sacrificados pelo descaso, pela ambição, pela torpeza irracional de “governantes”, que só pela projecção do horror do martírio parecem despertar do letárgico sono nas suas torres de marfim, onde o som da dor diária dos seus governados não alcança.
Conhecendo as leis da morte e da vida, estas ajudam-nos a compreender a roda destes ciclos no eterno renascer, no entanto devemos ter sempre presente que estes suprem a evolução, e como tal a responsabilidade individual no “campus” onde somos participantes efectivos dessa dinâmica evolutiva.
A predestinação das datas chave de cada ciclo de vida, não são factores de acomodação, do deixar andar, mas sim um dos factores fundamentais do provento evolutivo dos que fazem parte da nossa família cármica cuja abrangência vai muito além da ligação biológica. Quando iremos perceber que cada ciclo de vida (encarnação) é uma missão intensa, trabalhosa, activa, e não um período de descanso?
As bênçãos dos nascimentos e as da morte interligam-se num emaranhado de raízes onde o meio (nós) somos directa ou indirectamente factores interventivos seja no formato positivo/evolutivo ou negativo/involutivo
Sabem amigos, o antónimo (contrário) de tolerância não é intolerância, mas irresponsabilidade! E essa é a preciosa lição do martírio colectivo a que assistimos, e prever, e actuar, e reagir, à normose permissiva com que avalizamos as acções ou omissões daqueles a quem entregamos a nossa confiança e crédito.
Consciência Ecológica, Humanitária, Social, é igual ao mais alto teor Espiritual e por ela devemos actuar, pois só assim a podemos reflectir noutros, e exigir, àqueles que nos representam como nação.

Paz e Gratidão aos Mártires de Pedrogão

Maria Adelina





domingo, 25 de junho de 2017

PROFECIAS






Urge a mudança…por Deus, acordem!





De todos os quadrantes sociais e mundiais, inclusive científicos, partilham-se informações, canalizações, previsões, sobre as profecias registadas há séculos, acerca das transformações geográficas e consciênciais da Mãe Terra.
Tempestades solares, o planeta Nibiru, o eixo, o degelo, as movimentações telúricas….passes de acesso a novos atributos de consciência.
Curiosamente, ou não, muitos seres humanos reagem precisamente por uma das principais facetas que viemos transcender, aquela que não irá prevalecer no novo consciente duma humanidade renovada,  que é o egocentrismo!
Fazendo uso do poder económico ou institucional, países, grupos, e a nível individual, criam-se condições de sobrevivência (bunkers – stock de alimentos) entre muitas outras ideias e processos para “se salvarem”…por Deus…acordem! Lembremos as palavras do Nazareno:

“Nem uma folha cai da árvore, ou um cabelo se desprende duma cabeça sem o conhecimento do Pai”

Ou seja, não seremos atingidos, ou poupados, por capricho das forças da natureza.
O percurso de cada uma das consciências encarnadas, está delineado por ela própria. E este desenho nunca está acabado, é aperfeiçoado a cada gesto/pensamento, a cada acção/emoção. Amigos, os Tempos de Mudança, não estão a chegar, já cá estão!
Decorrem numa aceleração temporal nunca antes sentida, alertando-nos para o que urge mudar em nós, e não para o que devemos temer, pois isso, está alem de nós.
- Que cada ser reencontre a paz em si mesmo, que essa paz se estenda a todas as almas com quem convive, que não reste o mais leve resquício de tensão, ofensa ou malquerer entre nós e os outros.
- Que a colaboração e cooperação fraterna, desprendida, estejam na ordem do dia, todos os dias, nos amigos, famílias, vizinhos, comunidades.
- Que a luz do espírito prevaleça na prática de conversas edificantes, na partilha, no positivismo, no amor incondicional.
- Que a intenção principal de cada oração murmurada, seja sempre: 
“pelo bem supremo de todos os Seres”
Estes, são os bastiões da protecção divina.

Maria Adelina


  

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Vibração e Oração - Assumindo o comando da nossa vida





Vibração e Oração

Sempre que se fala em ascensão ou elevação espiritual, temos normalmente a figuração mental de algo que sobe, que se eleva. Essa imagem não corresponde à realidade pois todas as Dimensões Cósmicas são concêntricas, em ritmado e constante movimento de alternância cíclica.
Conforme se amplia o processo de expansão consciencial individual, essa movimentação gera uma aceleração das partículas atómicas, que assim estimuladas, provocam um crescente grau de vibração. Esta por sua vez, vai funcionar como um mecanismo hidráulico (subtil) que nos transporta a outros patamares dimensionais.
Por entre muita opinião, desinformação, e alienação provocada pela focagem materializada da vida, a maioria dos seres humanos não conseguem perceber a essência das antigas profecias. Estas, estão cada vez mais certificadas pela ciência, e previsíveis, pelas condições geológicas do planeta.
A questão meus amigos, é que não estamos num compasso de espera, o essencial, está a decorrer aqui e agora numa profunda mudança da consciência colectiva da humanidade, aquela que cada um promove via pensamento, palavra ou postura. A separação do trigo e do joio é apenas o trabalho resultante da depuração que realizamos. Somos, cada um, o semeador e o ceifeiro do nosso campo.
A fragilidade das condições planetárias, mostram-nos claramente, que a grande lição é a da maxi-fraternidade. Os eventos cataclísmicos são apenas os higienizadores, que vão acomodar a escolha que estamos a fazer, aqui, e agora.
A cada dia que nasce recebemos o apelo do Universo, que nos impele àquilo que é inevitável, a conscientização social e global.
Todos nós temos nas nossas mãos a possibilidade da co-criação de um outro tipo de vínculos interactivos. Esta, é poderosa e efectiva, na veracidade da intenção pelo bem comum! Somos ainda os detentores da escolha do grau de dificuldade pelo qual a humanidade vai vivenciando a transição.
Estamos conectados e somos sensíveis à vibração gerada por todos. O nosso planeta, como entidade viva que é, reage também, ao teor vibracional colectivo.
Uma especialíssima forma de gerar um elevado padrão vibratório é através da Oração. Sim meus amigos esta palavra antiquada à qual muitos fogem por medo a serem apontados pelos seus pares. Experiências científicas têm vindo a comprovar o poder da oração na cura e alteração da postura tendencial para a doença em inúmeras pessoas que fizeram parte destas experiências.
Por inspirações e expressões simples, que nos ajudam a combater a normose, é preciso estimular o crescimento da nossa vibração.
Lembremos que na vida tudo pode ser oração meditativa, criativa, de contemplação, e que tudo isto resume a gratidão, que é como sabem, a receita do bem-estar, do bem-querer, do bem-crescer, do bem-viver.
O poder está em cada um de nós e um dos seus veículos é a Oração.


Maria Adelina





terça-feira, 20 de junho de 2017

A INCENDIÁRIA






A INCENDIÁRIA 
Rolamos lentamente pela paisagem devastada. Sob o disco sangrento do sol pendurado no fumo, as pessoas passam, encostadas de olhos mortos às suas casas, tractores e carros. O ar arde. De repente, um carro da Brigada de Trânsito aparece parado de porta aberta no meio da estrada com todas as luzes a piscar como uma árvore de Natal. O condutor, sozinho, combate com o extintor do carro as labaredas que mordem o alcatrão. São 4 horas da tarde do dia 3 de Agosto de 2003.

Nunca mais esquecerei que, evitando o fumo branco que sai da base das chamas sufocadas pela espuma, o militar da GNR olha para o céu à procura de azul. 
Como a dele, a raiva que sentimos não tem objecto. Não é certamente dirigida à natureza que estava cá antes de nós, cá ficará depois, e não gosta da morte. Nem é aos homens que temos raiva: quais deveríamos odiar? Nós próprios? Os outros? Proponho que odiemos antes a história. Isso: a história, o comboio da história, essa metáfora que avança largando fagulhas e provocando incêndios, o comboio que uma poderosa locomotiva puxa. Marx disse-nos o nome da locomotiva: capitalismo. É a locomotiva do progresso capitalista que incendeia a floresta portuguesa. 
Das pessoas que li e ouvi sobre esta catástrofe até ao dia em que escrevo, 5 de Agosto de 2003, só Vital Moreira no “Público” de hoje se aproximou do coração das trevas. Recorreu à história para explicar a ruína dos camponeses e o seu envelhecimento, o progressivo desinvestimento do Estado na agricultura, no interior, na floresta. Tudo isto dura desde o século XIX e agravou-se muito com os governos posteriores à contra-revolução de 1976, esses funcionários de Clio, a incendiária. 
A partir do século XVIII, os camponeses foram desaparecendo dos campos europeus e norte-americanos pela violência bruta e directa das milícias dos ricos, ou expulsos pela fome, pelas dívidas, pela mecanização, pelo fim da propriedade privada dos pequenos em favor da propriedade privada dos grandes. 
O que entra em lenta cinza pelas minhas janelas em Pedrogão Grande e pousa docemente sobre o meu teclado, os meus livros, a minha roupa, é a via portuguesa para o capitalismo nos campos. Sim, falo de um destino histórico, tanto mais português, mais cruel e inumano, quanto menos se confessa e se entende, quanto mais neutro e sereno parece. O “reordenamento do território”, essa miraculosa panaceia de que tantos falam e tão poucos percebem, está a decorrer rapidamente perante os nossos olhos: corre à velocidade das chamas e do vento. Depois do desastre, muitas dezenas de milhar dos 500.000 pequenos e pequeníssimos proprietários de florestas terão perdido tudo e perderão, por fim, a terra.
O que arde em Portugal é o campesinato português, expulso do Alentejo pelo PS, varrido do centro e do norte pelas PACs do PS e do PSD, despojado de tudo pelo fogo. Ardem os velhos de olhos rasos de lágrimas que só a conversa mole de enfermeiros brancos consegue arrastar, sobre um fundo de céu em cinza, para longe da meia dúzia de oliveiras a que dedicaram a vida. Ardem os bens dos descendentes de velhos já mortos que deixaram morrer os velhos e os sobreiros de que cuidavam para plantarem no seu lugar mato, casas vazias e eucaliptos.
Haveria – haverá ainda? – outra história possível? Vejo na televisão a falsa tristeza de quem, lá no fundo, pensa que Clio só saúda os vencedores. Vejo nos telejornais os olhos serenos de quem atribui subsídios como quem deita pazadas de terra sobre um caixão. E penso num camponês vizinho meu, do outro lado do Zêzere. Tem 17 anos. Dezassete. O pai, falecido, deixou-lhe o que tinha, terra, gado, máquinas. Perdeu tudo. Vai certamente partir para o litoral onde não há agricultura nem incêndios. Talvez não tivesse que ir se, em vez de menos Estado, em vez de mais liberalismo, o interior de Portugal tivesse tido a sorte de ter sido governado nestes últimos 30 anos, já nem digo por socialistas, bastavam social-democratas, agentes de uma história mais generosa.



Paulo Varela Gomes 
escrito e lido em 2003, 
 relembrado em 2017 via Rui Bebiano e Natércia Coimbra


Não estou, mas estou... um mistério?
A origem e o destino. 
Vemos o primeiro numa forma interrogativa,
o último é uma exclamação!
Entre ambos, somos todos os outros símbolos,
que formam o infinito, que estão num único ponto.


Jorge Fernandes