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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A Baralhação das Palavras na Agonia do Mundo



A Baralhação das Palavras na Agonia do Mundo

Acredito! Acredito ainda, que é possível a superação da agonia civilizacional que nos rodeia, da qual fazemos parte, assim as palavras sejam repostas nos respectivos significados, e estes se tornem bastiões da verdade em todos os momentos e não apenas quando convém ao ego ou aos interesses do momento em que deles se lança mão.

Esta é hoje a fórmula corrente de comunicação na qual a “legião politica” se especializou e cuja contaminação alastra pela sociedade em convivência comum. Confesso que existe uma dúvida que não pretendo esclarecer, se o fazem pela ignorância do significado vocabular ou pela necessidade de subverter esses mesmos significados. Confunde-se:

- Metafísica com Ritualismo
- Transcendência com Alienação
- Liberdade com Libertinagem
- Responsabilidade com Intolerância
- Discernimento com Julgamento  
- Informação com Boatos
- Altruísmo com alínea no CV
- Ecologia com Pretensiosismo

E mais um infindável rol… Tenhamos o bom senso de perceber que além da ética comum que poderia tornar a terra num paraíso, existe uma Cosmo-Ética, presente e actuante, que rege o retorno ao emissor de todas as frequências orientadas pelo ego, pela ambição, pela vaidade e outros frutos da ignorância e do desamor.

Vamos elevar a fasquia? Princípios - Ética - Compaixão

E principalmente, vamos colocar as palavras no seu devido lugar?


Maria Adelina






segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Síndrome de Estocolmo






A Síndrome de Estocolmo saltou dos tratados da psicologia para o comum dos nossos dias, vale conhecer e aprofundar pois é mais comum do que pensamos.
Na área social temos inúmeros exemplos em que na mais estática passividade se aceitam as directrizes de estado cujo teor não contém qualquer benefício para os atingidos, no entanto são recebidas e cumpridas numa extraordinária e preocupante passividade robótica.
Noutra área bem actual vemos crianças e jovens que se agregam aos terroristas que massacram os seus próprios povos.
Mas é nos campos sociais ditos normais que devemos debruçar a atenção para a pesada herança composta pelos estigmas de crianças e jovens que vivem estas experiências nas suas ainda tão jovens vidas.
Como sabemos existe um amplo espectro de tipos de abuso além daquele que é mais conhecido e aberrante que é o abuso sexual por ser mais facilmente detectado. Mas outros existem de profunda gravidade, estes outros mais focados nos campos psico/emocional. 
Alguns tão perfeitamente enquadrados e disfarçados que se tornam difíceis de identificar, no entanto, todos eles são danosos, e abalam os alicerces de personalidades em formação, fracturando irremediavelmente o equilíbrio psíquico das vitimas e por vezes de outros membros da família.
A síndrome prevalece não por que o/a jovem se sinta bem nessa vivência mas tão simplesmente porque não sabe como sair dela, sente-a e sente-se reprovado socialmente e por instinto de defesa cria empatia com a situação e com o causador da mesma.
Uma das repercussões destas vivências será a dificuldade de manter laços em relacionamentos duradouros no futuro, o que obviamente levará a profundas desarmonias emocionais, falta de auto-estima, desajustes sociais, com a consequente tendência depressiva/obsessiva. Terão ainda grande dificuldade em confiarem noutras pessoas, além de que a maturidade trará mágoa e rejeição para com o causador do abuso, o que acarretará pesado fardo cármico para ambos. Outra repercussão são as estatísticas que apontam para que os comportamentos se repitam, ou seja, por larga maioria aquele que foi vítima de qualquer tipo de abuso poderá reactivar o ciclo com comportamentos semelhantes.
No que refere ao abusador, este por norma debate-se com dificuldade de compreensão ou aceitação duma ética social e espiritual o que o induz a um comportamento compulsivo/obsessivo do qual retira proventos duma doentia satisfação do ego pela manipulação e ascendência que assume perante mentes mais frágeis e imaturas.
Sendo ainda comum que estas situações ocorrem dentro dos círculos mais próximos, impõe-se uma crescente atenção dos educadores e da família alargada sobre os “sintomas” que quase sempre são detectáveis nestes jovens, pois estes sintomas mais não são que inconscientes pedidos de auxílio.
Sendo um dos tabus da sociedade, é premente a coragem para o alerta e supressão do que  deve ser considerado um dos mais graves crimes sociais. Sejamos presentes, atentos ao futuro, ou seja às crianças e jovens.

Maria Adelina





Aos Cristãos...e não só...




Cristo, os Cristãos e os Animais







“Os cristãos, então, que fecham as suas mentes e corações para a causa do bem-estar animal e o mal que visa combater estão a ignorar o ensinamento espiritual fundamental do próprio Cristo. Eles também estão a recusar o papel no mundo para o qual Deus nos deu cérebro e moralidade - para sermos seus agentes no cuidar do mundo, no divino espírito de sabedoria e de amor. Como sabemos, os cristãos como os outros justificam o abandono da preocupação com o bem-estar animal com o facto de as necessidades humanas serem mais urgentes. Temos de insistir que o amor é indivisível. Não é "isto ou aquilo", é " isto e aquilo", porque uma sociedade que não consegue encontrar a energia moral para se preocupar com o sofrimento e a exploração animal fará pouco melhor em relação às necessidades humanas”.

- John Austin Baker (Bispo de Salisbúria), Sermão na Catedral de Salisbúria, 



quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A extensão da responsabilidade que ninguém quer ver


“Parece um filme de terror” este é o título de mais um alerta da Avaaz que informa o seguinte:

“Centenas de éguas prenhas presas em máquinas de extracção de sangue. A morte está longe de ser o único horror dessa história: às vezes a quantidade de sangue drenada é tão grande que leva os animais ao choque e à anemia. Quando não morrem sob esta forma bárbara e como apenas o sangue de éguas gestantes é valioso, elas são muitas vezes forçadas a repetir o ciclo de gravidez e aborto.
A demanda é impulsionada por empresas farmacêuticas que vendem a fazendeiros a hormona encontrado no sangue das éguas durante a gestação, usado para provocar o cio em porcos e outros animais – outro nível de abuso nesta triste história”

 Amigos, como este são imensos os abusos e a crueldade provocada sobre os animais. Na era da comunicação global ninguém pode alegar que não sabia… mas mais que isso, é de uma completa inconsciência acharmos que se passamos a informação ficamos imunes à responsabilidade ética e humana destes factos.
É absurda a cegueira generalizada de focarmos o dedo acusador nos autores directos desta ou doutras barbáries semelhantes… Estes são culpados, quem lhes encomenda o sangue são culpados, quem faz uso do mesmo são culpados, mas, quem consome os animais energizados pela dor e o terror que perpassa nas suas carnes (carregadas com todo esse mal e que é absorvida por quem a consome) são os maiores culpados! 
A regra mais simples do comércio ancestral e que vigora até aos dias de hoje é: “Cria-se a oferta quando existe procura “
Por favor passem, repassem vezes sem fim as notícias destes actos horripilantes dignas realmente de um filme de terror, mas que se junte à divulgação a noção da responsabilidade extensiva a cada um daqueles que no fim da cadeia é o que consome e promove, com a sua procura, a existência dos mesmos.
Na era do conhecimento pode alguém pensar que escapa à Lei de Causa e Efeito?
Não há mais tempo para a hipocrisia…é premente a transparência dos actos com as palavras, das palavras com os sentimentos, é premente a passagem de protótipos, para Seres Humanos, é premente…


Maria Adelina


segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Pobre Natal, pobres de nós…




Pobre Natal, pobres de nós…

Creio que a maioria não se apercebe que esta fase “natalícia” é uma das mais dramáticas do ano, crises pessoais, acidentes terríveis, desastres naturais, mortes colectivas, depressões limites, tudo muito bem disfarçado pela média social, o brilho das lantejoulas e dos néon`s, as festas onde corre o álcool e o desperdício alimentar, o estupidificante  consumismo, e o desgarrador vazio interior daqueles que ainda sentem. Porque será? Lembremos que é a nossa energia colectiva que gera a vibração de retorno do Universo.
-Nas grandes superfícies comerciais, tal qual circos romanos as pessoas atropelam-se e gladiam-se para arrepanharem a última posta sangrenta do cabrito ou do leitão (em promoção) bebés do reino animal arrancados às suas mães cativas da abominação do homem
-Nas caridosas organizações de cariz social preparam-se as mesas e as fartas panelas que por uma noite vão encher os estômagos quase sempre vazios dos rejeitados, mostrar-lhes quão boa e farta é a comida! Acabado o jantar, com os corações cheios de piedosa arrogância pelo dever (cristão) cumprido, ála que se faz tarde, varrem-se os comensais para a rua, até para o ano…se Deus quiser
-Nas lojas finas, nas ourivesarias, compra-se a pronto o débito de um ano inteiro, a falta de amor, de presença, de fraternidade, de cooperação. Filhos, companheiros, pais, amigos, são compensados, pelo valor numa etiqueta de cartão
-E o dia de natal acorda ao som irritante dos brinquedos novos feitos pelos escravos de além–mar (quantas vezes crianças também) e os jogos electrónicos que grande invenção, vão hipnotizar as crianças diante de um ecrã por horas, dias, o ano inteiro, de preferência até ao próximo natal..
E tudo isto é criado, organizado, vivido, como uma festividade em nome de Deus! De Jesus menino (que maioritariamente não é sequer lembrado nesse dia) para homenagear o seu nascimento no plano terrestre e a sua missão entre os homens…

Despertar, despertar, despertar!...






sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Meio-cheio ou Meio-vazio?





Meio-cheio ou Meio-vazio?

Não amigos, não estamos a falar de marés ou de copofonia.
São tantos os exemplos dos meio-despertos que cremos pertinente esta reflexão.
A primeira questão é perceber se existe um meio-despertar ou se o que existe é um falso-despertar, cujo teor se compõe de avalizadas teorias bem decoradas (meio-cheio) mas cujo contraste com a prática nos indica o meio-vazio, ou até, o vazio total.

“A quem muito é dado, muito será cobrado” Jesus

Ou dito de outra forma, “quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade”. No dia-a-dia, movimentamo-nos entre estas ondas contraditórias, e já não há tempo! Não há tempo para brincar ao faz de conta.
Tantos exemplos poderiam ser dados…mas, desnecessários para os despertos, incompreensíveis para os demais…

No campo da Consciência não existe o meio, apenas o inteiro! Quando a rotina dos dias, da vida de cada um não é profundamente abalada, implodida, e reconstruída sobre um novo paradigma, é porque não existe ainda a cultura e a ecologia espiritual.
Isto leva-nos à compreensão de uma das mais difíceis afirmações do Mestre Jesus:

“Toda pessoa que não está Comigo, contra Mim está, é aquele que Comigo não ajunta e mais bem espalha!”

A mais ínfima das acções, ou omissões, deve ser avaliada! Aferido o seu potencial dano e sofrimento dirigido ao humano, ao animal, ao planeta, de seguida, assumida pelo livre arbítrio, ou então re_criada pela escolha lúcida da mente superior, ponte ao Espírito Santo que em todos se aloja.


Maria Adelina