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segunda-feira, 21 de maio de 2018

A cultura descartável



Logo cedo, me pus a pensar na cultura descartável que se instalou no mundo.

A influência ostensiva para o consumo, para a adopção de modelos superficiais e efémeros tem produzido efeitos muito nocivos em nossa sociedade. As pessoas não olham mais nos olhos da outra, ao contrário, a atenção é voltada para a marca da roupa, do calçado, da bolsa, do carro. 

Muitos não prestam atenção e nem valorizam a sua linha de conduta, mas, aos seus bens materiais, à beleza produzida artificialmente, a um corpo esculpido em academias e a dietas extravagantes.
O que se tem bem presente nos dias de hoje é o culto à forma em detrimento da essência, a deificação do corpo, separando-o da unicidade trina Corpo/Mente/Alma.

Essa tríade unificada representa a CONSCIÊNCIA ATENTA.
Ao contrário, a super-valorização da forma ao invés dos princípios que a pessoa deve desenvolver e nutrir, o foco no poder aquisitivo como medida de sucesso, o apelo às sensações e prazeres tomando o lugar dos sentimentos e da felicidade compartilhada. 

Muitos preferem o prazer fugaz do momento, a satisfação de paixões, em lugar do trabalho interior que se deve empreender para alcançar a excelência da consciência, e isso está fazendo desmoronar a sociedade e seus princípios basilares.
Embora muitos ainda se identifiquem com certo credo religioso ou determinada filosofia de vida, ainda assim, milhares se deixam influenciar pela maciça e poderosa média que impõe a superficialidade, o consumismo, a cobiça, a luxúria, a satisfação de todo e qualquer desejo ou satisfação IMEDIATA, independente dos MEIOS empregados para adquiri-la. Vemos esse estereótipo em tudo, incluindo as novelas que a cada dia expõem motivos e incentivos os mais estapafúrdios, desde roubar e até matar para conseguir o que se deseja, como meios normais.
A sociedade tem permitido que essa falha danosa se espalhe como endemia e isso desfaz o verdadeiro propósito da existência. 
Quando a preferência geral é por aquilo que se degrada e está separado da energia e da luz intrínseca à verdadeira essência da vida, a sociedade se encaminha para o caos.
Mas, qual a solução prática para dar um novo impulso e uma nova perspectiva à sociedade? A religião e a filosofia devem desempenhar papéis fundamentais para o resgate da verdadeira essência humana e dos valores que dignificam e engrandecem a existência. Elas precisam se adaptar para ter esse olhar quanto ao seu papel no re-ligare, na volta do ser humano à sua essência e aos valores que engrandecem uma sociedade e não aqueles que a desfazem e geram caos, desagregação, ódio e desunião.
Cabe-nos divinizar a matéria, ou seja, ressaltar e nutrir no nosso plano de existência os sentimentos nobres, as corretas relações interpessoais, a ética, a hombridade, a cooperação mútua, o voluntariado para projectos sociais, a valorização e a validação do outro, etc.

Ou aprendemos a nos amar e nos apoiar mutuamente ou a sociedade cairá num poço sem fim, quadro tenebroso que já visualizamos diariamente na vida prática.

Mas, esse resgate da dignidade humana precisa ser empreendido e alcançado com tenacidade, determinação e foco.

Mãos à obra, construtores e plantadores de ideias e ideais saudáveis. Avante! É preciso e o tempo urge.


Texto de Mirtzi Lima Ribeiro (João Pessoa/PB)




sábado, 19 de maio de 2018

Sejamos garimpeiros incansáveis da verdadeira Liberdade, o tesouro que só existe no reino da consciência desperta



Na obra “Os Irmãos Karamazov”, de Dotoiévsksi, há um trecho envolvendo o “Grande Inquisidor”. É assim:
“Jesus havia voltado à terra e andava incógnito entre as pessoas. Todos o reconheciam e sentiam o seu poder, mas ninguém se atrevia a pronunciar o seu nome. Não era necessário. 

De longe, o Grande Inquisidor o observa no meio da multidão e ordena que ele seja preso e trazido à sua presença. Então, diante do prisioneiro silencioso, ele profere a sua acusação:
– “Não há nada mais sedutor aos olhos dos homens do que a liberdade de consciência, mas também não há nada mais terrível. Em lugar de pacificar a consciência humana, de uma vez por todas, mediante sólidos princípios, Tu lhe ofereceste o que há de mais estranho, de mais enigmático, de mais indeterminado, tudo o que ultrapassava as forças humanas: a liberdade. Agiste, pois, como se não amasses os homens… Em vez de Te apoderares da liberdade humana, Tu a multiplicaste, e assim fazendo, envenenaste com tormentos a vida do homem, para toda a eternidade…”
“O Grande Inquisidor estava certo. Ele conhecia o coração dos homens. Os homens dizem amar a liberdade, mas, de posse dela, são tomados por um grande medo e fogem para abrigos seguros. A liberdade dá medo. Os homens são pássaros que amam o voo, mas têm medo dos abismos. Por isso abandonam o voo e se trancam em gaiolas.”
“Somos assim: sonhamos o voo mas tememos a altura . Para voar é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o voo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isso o que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o voo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram.
É um engano pensar que os homens seriam livres se pudessem, que eles não são livres porque um estranho os engaiolou, que eles voariam se as portas estivessem abertas… A verdade é oposto. Não há carcereiros. Os homens preferem as gaiolas aos voos. São eles mesmos que constroem as gaiolas em que se aprisionam…”
"Deus dá a nostalgia pelo voo. As religiões constroem gaiolas.”
“Os hereges são aqueles que odeiam as gaiolas e abrem as suas portas para que o Pássaro Encantado voe livre. Esse pecado, abrir as portas das gaiolas para que o Pássaro voe livre, não tem perdão. O seu destino é a fogueira”.
Palavras do Grande Inquisidor


Por gentileza de Carlos Aragão

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O Paralelismo Embrionário do Mal – O grito dos Logos Siderais


O Paralelismo Embrionário do Mal – Que Liberdade?

Só as Almas livres podem conhecer e vivenciar a Liberdade
As mentes escravizadas, a maioria de vós, não têm como perceber, sequer, o conceito Liberdade (porque este é feito de deveres, não de direitos) deveres de superação do compromisso da missão.

Assim, e antes de puderem falar de liberdade, devem libertar a vossa mente de todos os vícios e dependências que a dominam, porque tudo o que domina a mente é pedra de arremesso, ao vosso próprio ser.

A liberdade igualitária, emerge naturalmente em todos os seres, pautados pelo RE_conhecimento da génese da sua existência, o plano dos Logos Criadores, a obra dos engenheiros siderais.

A liberdade que ambicionam é a procura do saber que os elevem ao patamar dos deuses, mas essa não se obtém por nenhum valor material ou curricular, ela acontece na proporção da expansão da consciência e consequente emersão do saber individualizado.

O choque, e devido ao que grassa no mundo, altera e fere a vibração dos campos emocional e mental dos seres humanos despertos.
Os outros, ainda a maioria, gerem os seus dias numa bolha de alienação que embota as capacidades auto determinativas, alienação que defendem, que procuram, pois esta é compensatória do medo.

No auge da abominação aos preceitos da vossa existência que se desenrola no aqui e no agora existe um paralelismo embrionário, directamente ligado à acção ou omissão de todos vós, e só na percepção e consequente mudança de um percentual de despertos capaz de manter uma reacção nuclear em cadeia (massa crítica), mudará a agulha do carril que neste instante conduz a humanidade à 1ª onda do  armagedom. 

Escolha é intenção - intenção é a linguagem celular pela qual nos comunicamos, 
e escutamos, vossas escolhas.


Amaududa



 https://ogrupo11.blogspot.pt/2018/04/o-grito-dos-logos-siderais.html


A Liberdade de Conveniência - Meio-cheio ou Meio-vazio?





Meio-cheio ou Meio-vazio?

Não amigos, não estamos a falar de marés ou de copofonia.
São tantos os exemplos dos meio-despertos que cremos pertinente esta reflexão.
A primeira questão é perceber se existe um meio-despertar ou se o que existe é um falso-despertar, cujo teor se compõe de avalizadas teorias bem decoradas (meio-cheio) mas cujo contraste com a prática nos indica o meio-vazio, ou até, o vazio total.

“A quem muito é dado, muito será cobrado” Jesus

Ou dito de outra forma, “quanto maior o conhecimento, maior a responsabilidade”. No dia-a-dia, movimentamo-nos entre estas ondas contraditórias, e já não há tempo! Não há tempo para brincar ao faz de conta, nem clamar por Liberdade (a conveniente a cada um)...
Tantos exemplos poderiam ser dados…mas, desnecessários para os despertos, incompreensíveis para os demais…

No campo da Consciência não existe o meio, apenas o inteiro! Quando a rotina dos dias, da vida de cada um não é profundamente abalada, implodida, e reconstruída sobre um novo paradigma, é porque não existe ainda a cultura e a ecologia espiritual.
Isto leva-nos à compreensão de uma das mais difíceis afirmações do Mestre Jesus:

“Toda pessoa que não está Comigo, contra Mim está, é aquele que Comigo não ajunta e mais bem espalha!”

A mais ínfima das acções, ou omissões, deve ser avaliada! Aferido o seu potencial dano e sofrimento dirigido ao humano, ao animal, ao planeta, de seguida, assumida pelo livre arbítrio, ou então re_criada pela escolha lúcida da mente superior, ponte ao Espírito Santo que em todos se aloja.


A.


quarta-feira, 16 de maio de 2018

A miragem da Liberdade


O Peso da Liberdade




O Peso da Liberdade

"Aquilo que não é consequência de uma escolha não pode ser considerado nem mérito nem fracasso", a leveza decorre de uma vida levada sob o tecto da liberdade descomprometida, no entanto, a leveza despe a vida de seu sentido. O peso do comprometimento é uma âncora
que finca a vida a uma razão de ser, qualquer uma que se constrói .

(Milan Kundera) em A Insustentável Leveza do Ser



Quiçá possamos hoje, dirigir a nossa reflexão para o autêntico conceito da liberdade seja numa vertente ético-social, seja na vertente dos relacionamentos, ou nas escolhas pessoais, que no cômputo da vida acabam interligadas. Mais ainda, colocar estacas de sustentação à nossa definição de liberdade e ao “peso” da mesma.
Sendo que a construção da liberdade é individual, mas, inseridos que somos numa sociedade com direitos e deveres, (estes quase sempre esquecidos) liberdade não se coaduna com posturas narcisísticas e imaturas.
As suas fundações são a veracidade, o humanismo, o respeito. Já a expressão da mesma, só pode ser vivida onde não exista o medo, e onde prevaleçam a educação, a cultura, e o conhecimento metafísico. Sem estas pedras basilares, não é possível conhecer o rosto da plena e verídica liberdade.
- Liberdade, é o dizer não à invasão da informação manipulada e manipulativa (quase toda ela) que invade os lares, que desestrutura as mentes em formação, que inocula os venenos do consumismo, e estabelece uma urdidura ao critério individual (robotização)
- Liberdade, é o reconhecimento dessa mesma manipulação pelas substâncias viciantes, e negar-se a ser mais um número nas estatísticas
- Liberdade, é a percepção genuína e aplicada na interacção do dia-a-dia, da valorização do ser humano pelo que ele é, e não pelo que ele tem.
- Liberdade é o autoconhecimento,  de forma, a que cada um perceba que tem na sua vida o que ele próprio permite, e de que nada nem ninguém nos pode dar, ou tirar, a liberdade consciencial.
- Liberdade, é a responsabilidade lúcida de cada atitude para com o nosso crescimento individual, e de que este, se entretece com todos os que nos rodeiam.
Outro aspecto onde o substantivo liberdade é frequentemente utilizado, é no plano dos relacionamentos afectivos.
Os compromissos no casal e na família não devem ser pesos nem sentenças, mas o coagulante das razões do existir na senda individual, pelo usufruto duma verídica liberdade. Também neste campo:
- Liberdade, é não seguir a corrente dos modismos na libertinagem (muito confundida com liberdade).
- Liberdade, é a lucidez de contornar o flerte ocasional, carícia do ego vaidoso e decadente, que empobrece a promissora luz de cada um.
- Liberdade, é a nobre coragem de olhar o compromisso pela sua melhor vertente e dele fazer estrela presente, ou cadente, mas sempre, com a gratidão amorosa para com os passos que nos transportam nas sendas da vida.

Que a vera liberdade e o desprendimento sejam em nós, como a vemos nas avezinhas do Céu.


A.