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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A dor é inevitável…o sofrimento opcional (texto parcial)



Foi desafiada para falar neste tema tão difícil para todos nós que procuramos no outro e em tudo o que nos rodeia o Amor…que vemos no criador a origem do Bem, do Amor incondicional pela vida, pelo ser humano e pela natureza.
Assumindo por isso, que todos nós somos do Bem, apesar de sermos humanos com as nossas fragilidades e defeitos, como conseguimos então lidar com o sofrimento extremo…o sofrimento em nós e naqueles que muito amamos?
Como conseguimos lidar com um sentimento de revolta ou de tristeza profunda, de desencanto, porque muitas vezes sentimo-nos injustiçados e não compreendemos o caminho, o percurso, enfim o porquê?  
E porque também muitas vezes sentimo-nos impotentes nessa senda do bem, quando somos espectadores de algo que está a provocar um sofrimento imenso nos outros e em nós…
Falando agora por mim, nunca entendi porque tinha que ser assim…o sacrifício de Jesus por nós sempre me impressionou, porquê o sofrimento como via de crescimento? Não gosto de mártires, nem entendo a dualidade de bem/mal, alegria/sofrimento embora reconheça que chorar faz bem, que a catarse nos faz ver mais longe, mas nunca entendi porquê esta necessidade de haver vitimas para sairmos mais fortes… a Génese para mim é Amor, é a Criação do Bem
O Reiki ajudou-me muito neste entendimento, ao ter conhecimento da existência dos diferentes estádios evolutivos que existem no universo, assim como da existência dos diferentes estádios no percurso de cada um de nós
Ainda hoje não sei explicar o porque deste caminho… crescimento através da Dor… (num plano da Humanidade ainda mais impactante quando vemos, guerras, a fome, o sofrimento em crianças e inocentes etc..) mas o que sei é que está ao nosso alcance diminuir esse sofrimento, seja pela forma como o percepcionamos (como necessário), seja por uma vivência plena de Amor incondicional, assim, substituí a minha visão de:

…crescimento através da Dor
pela de crescimento através do Amor…

Podemos mudar a forma como vivenciamos a dor num exercício de amor constante, esta forma de encarar os momentos mais dolorosos do nosso percurso ou dos que nos rodeiam é resultado da nossa demanda e da demanda da própria Humanidade.

Graça Amorim





Planeta sem fronteiras





 Estamos numa viragem de civilização. Não num confronto de civilizações, como alguns têm aventado, mas numa mudança que abrange todos os povos da humanidade, a qual vem sendo processada há séculos e que agora atinge certo apogeu. Os dramáticos acontecimentos actuais, em que particularmente o ano 2016 foi “pródigo”, não nos deixam fugir da realidade. Se antigamente se poderia classificar, pela diferença entre os povos nas suas culturas, religiões e tradições, de civilizações, hoje o cruzamento de raças diminui bastante o núcleo de qualquer tradição mais ancestral, que lentamente elas foram sendo absorvidas e encontramo-nos sob novo paradigma civilizacional sem precedentes.
As migrações de povos para as quais os portugueses contribuíram largamente aquando a era de Quinhentos, e que lentamente ao longo de séculos foi caldeando o movimento de seres, este ano tiveram a sua grande expressão com milhões de deslocados “invadindo” principalmente a Europa e, daí é fácil antever a mudança que está em curso e que gerará situações imprevisíveis e incontroláveis em todo o mundo.
As catástrofes, quer sejam ao nível de terramotos, cheias e incêndios, quer sejam os degelos polares devido ao aquecimento global, vão redesenhando geograficamente o planeta, movimentando mares e terras e que como num ciclo vicioso, contribuem ainda mais para as alterações climáticas, onde ambientes naturais sofrem nitidamente transformações. A fome que afecta milhões de pessoas e, toda a sorte de violência exercida nas crianças e nas mulheres, não nos deixam muito tranquilos.
Nas políticas mundiais geram-se grandes incertezas, onde não governa quem tem mais votos, mas os que habilmente se aliam ora, com a esquerda ora, com a direita para a todo o custo exercerem o poder. Contudo, ainda muito vai mudar daqui em diante, que concordo com Stephen Hawking quando diz: “Para além das alterações climáticas, pandemias à escala global, problemas de resistência aos antibióticos ou a ameaça das armas nucleares, poderão ainda surgir outro tipo de “inimigos” que actualmente nem imaginamos”.
Por outro lado, também descreve 2016, como “um tempo glorioso para estar vivo e a fazer investigação em física teórica”, e eu direi, em qualquer área, pois observar atentamente os acontecimentos mundiais é a forma mais inteligente para acompanharmos a mudança, que ao contrário da convicção de alguns, não vem no futuro, mas ela já é agora! Sim, há uma mudança quase radical na ordem mundial, que naturalmente deriva desta grande amálgama de culturas gerando novos valores e comportamentos nos seres que compõem a humanidade actualmente.
Nunca tive a ideia de que a Terra seria um paraíso algures no tempo. A Terra é um local de passagem de evolução, de aprendizagem e, sobretudo é onde se adquire a autoconsciência, que leva neste ciclo de vida à auto-realização humana e espiritual. Portanto, não sendo pessimista tanto quanto o cientista, que já fala numa extinção humana, sou, no entanto realista, quanto ao futuro das raças que levará a grandes desafios pela sobrevivência. Por outro lado, temos a oportunidade dessa realização espiritual aqui e agora e, portanto, serem até benéficas as mudanças actuais, onde se desenha um caos civilizacional - mas saber estar nesse caos - depende da transmutação interior que cada um vai fazendo para o aperfeiçoamento, revelando-se então, o propósito para o qual reencarnou. Encontrar o equilíbrio perante a mudança interna e externa, eis a mestria que se exige em novos tempos.
Aproveitando o momento ficam os votos de feliz Natal e que todos possam comungar harmoniosamente nesta celebração religiosa, já que a grande peregrinação humana cruza cada vez mais qualquer canto do Planeta. Que todos possam usufruir da Paz, da Fé e da Esperança num nível global.

Preparemo-nos para 2017. Que a Paz reine no interior de cada Coração.

Maria Ferreira da Silva

Spiritus Site


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

A Raiva




A Raiva é uma emoção negativa. Sim, sabemos. É uma emoção explosiva, que aparece quando menos esperamos e que é muito difícil de controlar. Também já sabemos.
O que poucos de nós sabemos é que a raiva é resposta directa a uma outra emoção, igualmente negativa mas extremamente terapêutica.
A raiva é o "airbag" da tristeza. Sempre que estamos com raiva é porque no minuto anterior, no momento imediatamente anterior, ficámos tristes. Alguma coisa nos entristeceu. E porque temos muito medo de ficar tristes, temos muito medo de ir à nossa dor - porque pura e simplesmente não sabemos o que fazer com ela - então chamamos as nossas defesas... e atacamos.
No fundo a raiva, o ataque, é a forma que encontramos para não termos que gerir a nossa dor. O que acontece é que, ao não encarar a dor, ao não nos entristecermos, ao não chorarmos quando dói, deixamos de fazer os nossos lutos, e consoante isso vai acontecendo, as dores, as tristezas vão ficando por drenar, por libertar. Vão ficando presas.
E isso é exactamente o que se chama Karma. Karma é uma dor da qual não se fez luto. E essa dor, por não ser drenada, chorada, libertada, vai-se comprimindo e provocando um buraco negro energético, com um campo magnético fortíssimo. Esse buraco negro emocional mora na nossa dimensão energética, e o íman resultante atrai acontecimentos e situações que irão provocar mais da mesma dor, mais, mais, até a pessoa se render e conseguir chorá-la. É a vida a dar-nos oportunidades de fazer o luto daquela mesma dor. E é mesmo, sempre a mesma dor. É aquela que há séculos nos recusamos a aceder.
No dia em que uma pessoa consegue chorar essa dor, no dia em que consegue aceder, chorar, fazer o luto, provavelmente essa dor vai-se libertar e nunca mais vamos precisar de atrair situações que a activem, porque ela pura e simplesmente não estará mais lá.


Alexandra Solnado