Bem-vindos a este espaço de partilha de todos para todos

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Os "beija-flor"



Nas sociedades onde o marialvismo ainda é bem-visto o comportamento “beija-flor” é quantas vezes estimulado pela mesma sociedade, no entanto merece a nossa reflexão dado que este não é de forma alguma inócuo.
Tentando ganhar simpatia ou estatuto, usam as suas andanças como um cartão-de-visita entre os amigos, lisonjeiam-se ao contar as façanhas e os seus truques, como o mais conhecido que é optarem por chamar a todas as suas conquistas pelo mesmo nome “Flor”… Já perceberam? Exacto! Assim não correm o risco de lhes trocarem o nome por engano!
Na sua aparente leveza na forma, na realidade o beija-flor é muito semelhante ao morcego, ou seja, é um vampiro. Sim porque ele nem sequer é um bom polinizador, apenas extraí o mel ou o elixir por isso também é chamado chupa-flor.
Tal como o morcego que faz uso duma espécie de antena que lhes indica onde há sangue quente, o homem beija-flor está em constante alerta para captar a energia sem a qual ele não consegue existir. É por norma incoerente, dado que a sua capacidade coesiva é formada pelo que extraí das suas “flores”, obviamente diferentes na sua essência o que se traduz num discurso de conveniência conforme a ocasião. O seu gosto é diversificado, parasitando aqui e ali na procura de temperos variados que lhe tragam algum gosto à vida.
O reverso deste comportamento patológico que alguns podem considerar inofensivo, é na realidade devastador para muitas pessoas, as mais frágeis psico e emocionalmente, e que se permitiram tornar-se alimento da fome energética destes seres, para quem a descoberta de “novas ondas” é uma necessidade compulsiva. A devastação é mais grave e profunda naquelas que lhe estão directamente ligadas, como seja a namorada ou esposa, que se torna mais uma receptora da vanglória dos feitos do homem beija-flor que lhe acirra assim o ciúme e a insegurança, uma das formas de auto-satisfazer o seu enorme ego que compensa quase sempre uma disfuncionalidade sexual.
É elevadíssimo o número de casos de profundas e graves doenças de foro psíquico de mulheres vítimas indirectas do comportamento “beija-flor” dos companheiros. Estas mulheres que a seu devido tempo não se libertaram do relacionamento, e devido à fragilidade que a doença lhes provoca, tornam-se com o tempo incapazes de o fazerem o que lhe ocasiona ressalto atrás ressalto de culpa e frustração que obviamente extrema ainda mais a patologia e desestrutura o seu potencial de vida em harmonia.
Amigos, existem comportamentos que ainda beneficiam duma espécie de tolerância social ligada ao sistema de patriarcado, mas, no reconhecimento da nobreza do Ser Homem, devemos reflectir de que forma, por acção ou omissão, contribuímos, cada um de nós, para um estado de coisas e em muitas vertentes da vida, que não são, obviamente, as que Homens e Mulheres, desejamos para a construção do almejado mundo novo.

Sejamos lucidez


Maria Adelina


Sem comentários:

Enviar um comentário

Seja Bem-Vindo